segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sempre penso no fato de que a vida é regada às retóricas. Se olha para trás, e se aprende quilos e quilos de lições, se vê a frente e se pergunta como tudo será, ou que tipo de planos se têm que fazer.

Mas e o presente? O presente é regido pelo medo do passado e a incerteza do futuro, a certeza de que o que deve ser feito deve ser feito para a garantia de que um sentimento será satisfeito e vivido.

Os níveis da vida se formam pelo passado, presente e futuro. O passado e futuro se resumem em fatos fatídicos, em que um molda o outro. O presente é o cimento que constroi a vida, e se você sabe como plantar seus sentimentos nesse nível e de todas as formas possíveis sabe colher os frutos, o medo de um passado se extingue, se esvai, e o futuro terá uma coisa certa, que você terá pessoas ao seu lado para o resto de sua vida.

Que medo que eu tenho agora. Joguei uma semente em um terreno que é duro, que não foi arado, e dificilmente germinará. Mas a esperança de que a chuva caia e amoleça esse solo, que o torne cheio de vida e com possibilidades de que essa semente brote, é o que me inspira pra dizer essas palavras nesse desabafo.

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